Porque é que você está cá!

O seguinte excerto descreve a essência da vida de cada um de nós e arazão de cá estarmos.
Esta excerto foi retirado da versão traduzida para o brasileiro.
Excerto de o Livro «A Chama Sagrada»
de Lobsang Rampa
(...)
no casamento e coisas assim. A maioria, porém, não quer conselhos que impliquem o menor esforço; elas querem apenas garantia de que se estão portando satisfatoriamente e não precisam fazer mais coisa alguma; que lhes diga que o destino as trata muito mal, que merecem a mais profunda simpatia e que simplesmente desistam e não façam coisa alguma, porque não adianta lutar contra o destino. Pode-se lutar, saibam, se for preciso.
As pessoas vêm à Terra com um plano cuidadosamente elaborado sobre o que pretendem fazer. Estão inflamadas de entusiasmo e determinação e sabem exactamente que sucesso esperam na próxima vida. Começam a jornada como cruzados, cheios de entusiasmo. Ao descerem à Terra e após alguns anos de experiência, a inércia ou a letargia se declaram, ficam desiludidas com a vida, o que constitui uma maneira mais polida de dizer que ficam inteiramente indolentes, o que é realmente a verdade. Tentam evitar responsabilidades, ignorar o plano que elas, e elas apenas, aprovaram, porque, lembrem-se, coisa alguma é forçada, os indivíduos vêm aprender certas coisas, experimentá-las, mas não são obrigados a isso. O mesmo acontece com o estudante que se matricula na universidade. Ele não é obrigado, não tem que aprender certas coisas a menos que queira. Se não aprender, não obterá as desejadas qualificações e isto é tudo. É dele a opção.
Pessoas pedem conselhos e orientação, garantem que os seguirão fielmente, mas, de fato, continuam da maneira a mais errática, uma maneira que lembra tentar levar um porco ao mercado. Já viram um porco ser levado ao mercado? Não? Bem, é mais ou menos assim: você precisa de duas varas, uma em cada mão. Coloca-se atrás do porco e tenta impulsioná-lo para a frente. A vara de cada mão serve para dar-lhe uma pancada se ele não se mantiver no curso devido. Hoje em dia, claro, os porcos vão de caminhão, o que é muito mais fácil, mas o fato é que as pessoas tentam fazer tudo, menos o óbvio. Não compreendem que a senda está aqui, directamente à frente e ao seu alcance. Não acreditam. Pensam que têm que viajar até algum país exótico e lá procurar a senda, que precisam ir ao Tibete, arranjar um Mestre ou tornar-se budista. Se o número de pessoas que alegam que tiveram lamas tibetanos como Mestres falasse a verdade, bem, a população do Tibete não seria suficiente. E o número dos que me escrevem dizendo que vão ao Tibete estudar numa lamaseria indica como são poucos os que realmente compreendem o que lêem. Não podem ir ao Tibete, os comunistas estão lá, as lamaserias têm as portas cerradas. É apenas tolice pensar que, porque uma pessoa está inflamada de entusiasmo, pode saltar sobre os oceanos, aterrar com estrondo em Darjeeling e seguir até a lamaseria mais próxima sobre um tapete estendido. Para o que é que vocês pensam que os comunistas estão lá? Estão lá para acabar com a religião, liquidar todos os lamas, escravizar os inocentes. E fazem isso porque parece não haver alguém capaz de tirar o povo tibetano do ermo, das trevas do comunismo, e de conduzi-lo para a luz (da forma que conhecemos) do mundo livre.
É preciso frisar novamente que, se pessoas pedem orientação e conselhos e os ignoram, ficam, para começar, em muito pior situação do que se não os tivessem solicitado, porque, quando a senda lhes é apontada, quando lhes dizem o que devem realmente fazer após terem pedido sugestões, bem, eles acrescentam um pouco mais ao carma se não as seguem. Portanto, se não querem fazer coisa alguma sobre seu estado na vida ou sua insatisfação, não peçam conselhos, pois, neste caso, estariam acrescentando mais peso à carga.
Eis aqui outra pergunta: "Aprendemos aqui e ali que o trabalho para curar os doentes pode ser mal aconselhado, interferindo no carma que o paciente procura desgastar, e que o auxiliar pode, subsequentemente, ser sobrecarregado pelo carma do doente. Se isso for verdade, o que me diz da carga de carma que o médico praticamente deve assumir? Deve-se tentar, ajudar e curar, ou não?"
O pobre e velho carma leva uma sova novamente! Saibam que nem tudo é devido ao carma. Dizem-me que devo ter um terrível carma para ter tido uma vida tão difícil, mas o caso não é esse, absolutamente. Dando um exemplo, se vocês saem e fazem trabalho pesado, cavam uma vala ou correm quilómetro e meio, isso talvez seja difícil para algumas pessoas, mas vocês talvez o façam porque gostam ou porque estão estudando alguma coisa. Talvez cavem um buraco para ver se descobrem uma melhor maneira de abri-lo.
Numerosas pessoas vêm à terra com o plano específico de contrair uma doença específica, talvez tuberculose, talvez câncer, ou mesmo uma dor de cabeça crónica. Não importa o que seja, a pessoa chega com um plano definido de contrair uma doença específica. Talvez venha como mentalmente desequilibrada e faça trabalho extremamente bom estudando os loucos. Porque é mentalmente doente não se segue necessariamente que o indivíduo esteja sobrecarregado de carma. Ao contrário, talvez venha estudar em primeira mão os doentes mentais para, na volta ao Outro Lado, ajudar no mundo astral os que sofrem na terra.
O médico ou cirurgião situa-se numa categoria especial. Podem ajudar, podem operar os que sem a operação morreriam. O sofredor, se veio com a intenção de estudar doenças, poderá verificar de que modo pode ser aliviada a moléstia nesses casos.
Mas deixem-me fazer uma declaração: os denominados "curandeiros" fazem um mal tremendo porque põem vibrações em choque. Talvez estejam animados das melhores intenções, mas lembrem-se de que a estrada para o inferno está também pavimentada com elas, e a menos que o curandeiro conheça a exacta causa da doença é nocivo, positivamente nocivo, iniciar práticas de curandeirismo. Elas simplesmente provocam uma discordância na aura, que, com grande frequência, agrava as coisas.
Nessas "curas milagrosas" é tristemente frequente que, em primeiro lugar, a pessoa não tenha a doença, mas apenas uma neurose. Certas pessoas podem enganar-se durante anos, entrar em estado de auto-hipnose, sim, ter câncer, tuberculose, todas as moléstias possíveis e imagináveis. Neuróticos vão à sala de espera de um médico, ouvem outros doentes comentarem os seus sintomas, copiam toda a série e contraem uma "doença" após outra. Bem, se o curandeiro aparece e "cura" uma delas, amiúde ocorre um sério colapso depois. Para falar com franqueza, não tenho nem tempo nem paciência com os curandeiros.
O médico qualificado, é claro, não acrescenta coisa alguma ao carma por curar um doente. Este negócio do carma, aliás, é horrivelmente mal-interpretado. Em absoluto significa que, se ajudam uma pessoa, vocês vão pôr nas costas todas os problemas dela. Significa, sim, que, se prestam um desserviço à pessoa, vocês têm que pagar. Se por maldade ou temperamento violento, vocês, digamos, baleiam uma pessoa e impedem que ela realize a tarefa que a ocupava, vocês pagarão com obstáculos no caminho. Esqueçam tudo sobre chamas do inferno e condenação eterna, porque não existe nada disso, ninguém é jamais abandonado, ninguém é jamais condenado a tormentos. O único sofrimento e tormento que experimentam ocorrem no momento em que vocês entram no Salão das Recordações e verificam que coisas estúpidas fizeram, mas essa sensação passa logo. Se vocês dão realmente o melhor de si enquanto estão na terra, podem tranquilizar-se. Suas visitas ao Saguão das Recordações não serão experiências tão más assim. Naturalmente, vocês enrubescerão, mas isso não é motivo de espanto, hem? Pensem nas coisas que fizeram e nas que esqueceram.
Eis aqui uma pergunta sobre telepatia: "Poderia dar-me mais algum detalhe a respeito dos meios de alcançar a oitava nota para a telepatia entre os animais e o homem. De que modo poderiam, por exemplo, ser interceptados os comprimentos de onda dos gatos?"
Se querem conversar telepaticamente com os animais, terão que estar em rapport completo com eles, pensar como eles, amá-los, tratá-los como iguais. A maioria das pessoas os considera como espécies inferiores de vida, criaturas estúpidas que não podem falar e, por conseguinte, destituídas de cérebro. Deixem-me dizer-lhes que numerosas pessoas pensam que os surdos são mentalmente despojados. Se você fosse surdo, ou se pensassem que é, ouvi-los-ia discutindo sua pessoa e dizendo: "Oh, ele é um pouco fraco da bola, não sabe o que estamos dizendo. Não se preocupe com ele."
Os animais são em tudo iguais ao animal humano. Têm apenas formas diferentes, pensam segundo princípios diferentes e, porque pensam, têm comprimentos básicos de onda diferentes.
Mas deixem-me fornecer-lhes outro tema para estudo: podem vocês entrar em contacto telepático com outros seres humanos? Não? Sabem por quê? Ao longo dos anos os homens desconfiaram uns dos outros e tentaram ocultar seus actos. Há sempre, mais ou menos, a intenção de burla. E por isso mesmo, subconscientemente, vocês procuram fazer com que o comprimento de onda de sua transmissão mental discorde da transmissão de outros seres humanos para que eles não lhes surpreendam os pensamentos. Se houvesse autêntico "amor fraternal" na terra, todo mundo podia telepatizar entre si. Somente os seres humanos são privados da capacidade telepática, ou melhor, aqueles que não a podem usar.
(...)