Perguntas e Respostas às Duvidas Espirituais
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A vida depois da morte...

O seguinte excerto descreve pormenorizadamente a nossa existência depois de abandonarmos esta existência, por isso, foi copiada na integra da versão traduzida para o brasileiro.

Excerto de o Livro «A Chama Sagrada»
de Lobsang Rampa


(...)
Examinando as perguntas, uma das coisas que mais o espantavam era o número de pessoas que pediam que lhes contasse como é "a vida depois da morte e como é a morte". Sinto profunda vergonha de voltar ao assunto, de que já tratei tantas vozes. Tenho certa vergonha de dizer a Ra’ab que estou escrevendo mais uma vez sobre a morte, mas fico quase amedrontado quando penso no olhar vítreo de Buttercup quando ela me disser que me estou repetindo. Mas acontece que a Srta. Newman, talvez seja a Sra. Newman, pergunta sobre a vida após a morte, ao passo que outra carta quer "uma explicação completa, mas compreensível, do chamado estado pós-morte". Folheando as perguntas descubro um número crescente de pessoas que fazem perguntas sobre esse assunto. Bem, parece que é uma decisão contra mim, que tenho de dizer alguma coisa e se você, leitor, não quer ler sobre o assunto, folheie estas páginas com os olhos fechados até encontrar uma parte que lhe agrade.
Vejamos o que acontece no momento da morte. Habitualmente, a pessoa encontra-se doente e, em consequência da enfermidade, parte do corpo, essencial à continuação da vida na Terra, está perdendo a capacidade de funcionar devidamente. Talvez seja o coração. Vamos supor que estamos discutindo um caso cardíaco. Bem, em nosso caso vascular dizemos que o músculo cardíaco transformou-se numa massa fibrosa, que não pode mais bombear sangue em quantidade adequada, e que as faculdades se embotam. Á medida que assim se tomam, diminui a vontade de viver e reduz-se o estímulo ao coração para que continue o laborioso bombeamento.
Chega a ocasião em que o coração não pode mais continuar. Antes que esse estágio seja atingido, a pessoa entra num estado em que não tem mais energia para sentir dor, está pela metade neste mundo e metade no outro. Assemelha-se a um bebé que está pela metade no mundo que é a mãe e tem a outra metade no mundo que chamamos de Terra. No Outro Lado da morte, os auxiliares estão a postos. Logo que o coração pára, há uma sacudidela. Não, não é uma sacudidela de dor, não há agonia, isso é uma mentira estúpida. A denominada "agonia da morte" é simplesmente uma acção reflexa dos nervos e músculos que, livres do controle do "motorista" do corpo, simplesmente se contorcem, tremem e se sacodem - como o nome implica - incontrolavelmente. Numerosas pessoas pensam que é agonia, mas, claro, não é nada disso, porque o ocupante do corpo deixou-o. Se houver uma careta no rosto, isto é meramente uma contracção muscular.
O corpo, livre de seu ocupante, pode contorcer-se e ofegar durante um curto espaço de tempo. Talvez se ouça um ruído de órgãos no interior do corpo, mas isso é exactamente igual a uma velha roupa que se acomoda depois de ter sido lançada numa cadeira ou na cama. Não é nada de importante. O corpo é apenas lixo naquele instante, pronto para ser enterrado ou queimado, não importa realmente o quê.
O mais novo ocupante, ou habitante, do mundo astral, o antigo motorista do corpo, será recebido pelos auxiliares, prontos para fazer tudo o que puderem para facilitar o processo de aclimatação. Por infelicidade, acontece, às Fezes, que uma pessoa realmente ignorante não acredite na vida após a morte. Neste caso, o que é que acontece?
Se a pessoa se recusa definitivamente a acreditar na vida após a morte, ocorre isso porque se encontra em estado de completa hipnose, auto-hipnose. Mesmo na Terra, há numerosos casos de pessoas cegas simplesmente porque pensam que o são. E existe um número não menor de surdos que o são apenas porque o desejam, talvez para evitar o matraquear de uma mulher irritante. Tais casos são confirmados pela medicina.
Se a pessoa se recusa a acreditar na mínima coisa após a morte, ficará envolvida num espesso, negro e pegajoso nevoeiro, e os auxiliares não poderão ajudá-la. Não poderão alcançá-la porque ela não os aceita, recusa toda a ajuda oferecida, pois está tão convencida de que não existe vida após a morte que acredita estar tendo um desagradável pesadelo.
Com o passar do tempo, a pessoa começa a perceber que existe algo nessa vida após a morte, afinal de contas. Por que ouve vozes, por que sente a presença de pessoas próximas, por que ouve, talvez, música? Com percepção crescente de que talvez possa haver algo após a morte, o espesso nevoeiro negro clareia e torna-se cinzento, a luz pode penetrar, ele vê figuras indistintas movendo-se em volta e pode ouvir com maior clareza. Assim, a pouco e pouco, à medida que os preconceitos e inibições se esfacelam, torna-se mais e mais consciente de que algo ocorre a seu redor. Pessoas tentam constantemente ajudá-la, dizer-lhe que querem auxiliá-la, convidam-na a aceitar a ajuda. E logo que ela sente realmente que a quer, o nevoeiro desvanece-se e vê toda a glória do mundo astral, cores de que a Terra carece, brilho e luz, e um ambiente muito, muitíssimo agradável.
Nosso pobre amigo, que começa justamente a perceber que há vida após a morte, é levado ao que poderíamos chamar de hospital, casa de repouso, ou centro de recuperação. Aí, graças ao emprego de vários raios, suas inibições mentais são ainda mais dispersadas, fortalecido, tornado sadio o corpo espiritual, e nutrido.
Explicações lhe são dadas. Ele se. encontra quase na mesma situação de uma criança recém-nascida, com a excepção de que entende tudo o que ouve, e responde, ao passo que a criança nem a falar aprendeu ainda. O indivíduo, portanto, ouve uma explicação sobre o que é a vida no Outro Lado. Se quer discutir o assunto, não pode. Ninguém discute com ele. Ele é simplesmente deixado a pensar sobre o que lhe disseram. E logo que, sem reserva, aceita o que lhe foi dito, a explicação continua. Nunca é persuadido ou forçado a fazer a mínima coisa. Tem direito de livre opção. Se não quer acreditar, terá que ficar numa situação algo estática até que acredite.
Numerosas pessoas existem que deixam a Terra para a vida seguinte imbuídas da convicção firme, absolutamente inquebrantável, de que a religião que professam é a única que pode existir. Essas pobres pessoas vêem-se mais ou menos na mesma situação que o nosso exemplo anterior, porquanto os auxiliares do Outro Lado sabem perfeitamente que não as podem ajudar, se o seu mero aparecimento em cena destrói uma antiquíssima crença. Suponhamos, portanto, que o indivíduo é católico convicto, que acredita em anjos, demónios e todo o resto da pantomima. Ao chegar ao Outro Lado, vê, de fato, os Portões Perliferos, nota um velho cavalheiro de barba, folheando um grande diário, no qual, pensa, estão anotados os pecados.
Tudo é feito para montar o espectáculo que o bom e ignorante católico quer ver. Vê anjos batendo as asas, pessoas sentadas em nuvens tocando harpa e, durante algum tempo, transborda de satisfação, pensando que chegou ao céu. Gradualmente, porém, ocorre-lhe que isto tudo tem um som oco, as pessoas não voam no ritmo certo do bater de asas, etc. etc.. Aos poucos, vai percebendo que é um espectáculo teatral e começa a perguntar-se o que se esconde por trás de tudo isso, o que há por trás das cortinas e adereços, o que são realmente essas coisas. E tão logo começa a pensar, vê "rachaduras" na fachada da Multidão Celestial. Antes de muito tempo não aceita mais a pantomima e brada por esclarecimento. Sem demora, desaparecem os anjos de asas esvoaçantes, com igual rapidez os tocadores de harpas, de camisolões nas nuvens, caem fora, e rapidamente auxiliares altamente treinados e experientes mostram ao recém-despertado novato a realidade, em vez da ilusão. E a realidade é imensamente superior do que poderia ser a ilusão. E um triste fato que tantas pessoas vejam algumas estampas na Bíblia e as tomem pelo Evangelho. Não se esqueçam de que ilustradores de livros são usados também para ilustrar a Bíblia.
Pouco importa qual seja a religião. Se houver adeptos que acreditem piamente nas lendas e, digamos, nas fantasias que ela espalha, são justamente elas que verão ao deixarem a Terra e penetrarem no plano. astral.
Logo que o recém-chegado percebe a natureza do mundo em que se encontra, pode continuar a desenvolver-se. Entra no Saguão das Recordações e ali, sozinho, penetra numa sala e vê desfilar sua vida, tudo o que fez, tudo o que tentou, e tudo o que quis fazer. Observa cada coisa que lhe aconteceu e pensou enquanto se encontrava na Terra. E ele, ele sozinho, julgará se sua vida constituiu um sucesso ou um fracasso.
Ele, e mais ninguém, decidirá se "voltará à escola" e recomeçará todo o curso na esperança de passar na próxima vez.
Não encontra em volta mãe, pai ou melhor amigo que aceitem a culpa pelos seus erros. Está só, inteiramente só, muito mais só do que quando compareceu àquele lugar na última vez. E julga a si mesmo.
Nenhum demónio, nenhum Satã de cauda balouçante e respiração ardente, ninguém vai meter-lhe tridentes no corpo e, quanto às chamas, lá não se usam essas .cisas no aquecimento central!
A maioria das pessoas emerge do Saguão das Recordações bastante abalada e notavelmente satisfeita com a ajuda e compreensão dos auxiliares, que, do lado de fora, as oferecem.
Segue-se um período de ajustamento, um período em que o recém-chegado pensa no que viu, repassa os erros, cisma sobre o que fará. Não se trata do assunto que se decida em alguns minutos. Coisas de toda natureza terão de ser levadas em conta. Vale a pena voltar e recomeçar, ou seria melhor passar umas poucas centenas de anos no astral, esperando talvez que surjam situações mais convenientes? Mas, pensa o recém-chegado, nada sabe sobre as condições favoráveis ou quando surgirão. É convidado, então, a procurar os auxiliares, com quem discutirá miudamente os assuntos e que o aconselharão sem aplicar-lhe pressão alguma. Se resolve voltar e pintar o sete na Terra, a escolha é dele, exclusivamente dele.
Numerosos novatos não compreendem que podem retirar todo o sustento, toda a nutrição do ar e das vibrações que os cercam. Recordam-se da vida terrena, da variedade de alimentos que gostariam de ter tido, mas que talvez não pudessem comprar. E se os querem, podem tê-los. Qualquer que seja o tipo de alimento, basta pedir. Se quiserem grossos charutos, finos cigarros ou fedorentos cachimbos, sim, podem tê-los, também. Roupas . . . Vocês jamais viram tal confusão de roupas e fantasias como verão no plano astral! Pode-se usar qualquer tipo de roupa, não é considerado absolutamente condenável, ninguém se importa, trata-se de assunto de cada pessoa. Se o indivíduo deseja vestir-se de hippie com um dólar de maconha em cada mão, pode fazer isso. A maconha ali não lhe fará mal, prejudica apenas na Terra, porque a maconha astral é inofensiva, ao passo que a terrena é terrivelmente perigosa.
O recém-chegado, porém, cansa-se logo de nada fazer, aborrece-se de bater pernas e observar o mundo astral passar. Mesmo que tivesse sido um indolente na Terra, um indivíduo que gostava de ficar em volta das esquinas assobiando para as donas boas, bem, ele se cansa de nada fazer na atmosfera do plano astral. Pede trabalho e o consegue. Que tipo? Existem coisas de todos os tipos a serem feitas. impossível dizer. que tipo de trabalho fará, da mesma maneira que é impossível dizer que tipo de trabalho a pessoa encontraria se fosse levado de um momento para outro para Timbuctu ou a Alsácia Lorena. Trabalha dentro do que pode, trabalho necessário, e, ao fazê-lo, descobre grande satisfação e estabilidade.
Mas, invariavelmente, persegue-o o pensamento sobre o que fazer. Deve ficar no astral um pouco mais? O que fariam outras pessoas? Pergunta repetidas vezes e repetidas vezes recebe a resposta, sempre a mesma. Jamais há a menor tentativa
de persuadi-lo a fazer alguma coisa. Cabe-lhe por completo a escolha.
Finalmente decide que não pode ficar ali por mais tempo, que não pode desistir da escola na Terra, que precisa voltar e estudar devidamente as lições e ser aprovado nos exames.
Anuncia a decisão e é levado à presença de um grupo especial de pessoas de imensa experiência, que usam instrumentos muito notáveis. Determina-se o que a pessoa tem que aprender. Nascer numa família pobre ajudaria? Ou numa família rica? Deve ser branco ou preto e, se mulher, preta ou branca? Tudo depende da confusão que ele fez na última vida, da sua disposição para o trabalho na vida seguinte, do que tem a aprender. De qualquer modo, os conselheiros são pessoas bem qualificadas para ajudá-la. Podem sugerir - mas apenas isso - o tipo de país, países e situação. Acordadas as condições, certos instrumentos são trazidos e localizados os necessários futuros pais. Localizam-se também pais alternativos, que são observados durante um curto espaço de tempo. Se tudo se mostrar satisfatório, a pessoa prestes a reencarnar é internada num lar especial do mundo astral. Deita-se e, ao acordar, está no ato de nascer na Terra. Não é de espantar que faça tal confusão e solte berros de desespero!
Numerosas pessoas, entidades, resolvem que não querem voltar logo. Permanecem nos mundos astrais, onde há muito a fazer. Mas antes de discuti-las, vejamos uma classe especial que não tem escolha: os suicidas.
Se a pessoa termina por iniciativa própria a vida antes do número marcado de anos, terá que voltar à Terra com toda a rapidez a fim de cumprir o tempo que lhe falta, da mesma forma que um presidiário fugido e recapturado. E talvez lhe sejam acrescentados mais alguns anos como castigo extra.
O suicida entra no mundo astral. Encontra pessoas à espera e é recebido como se fosse pessoa legítima comum que retorna, sem recriminações ou coisas desse tipo, em absoluto. Tratam-no exactamente como aos outros matriculados. Concedem-lhe um tempo razoável para recuperar-se do choque de deixar o corpo físico, com toda probabilidade violentamente, e entrar no astral.
Suficientemente recuperado, é obrigado a comparecer ao Saguão das Recordações onde revê tudo que lhe aconteceu, bem como as falhas que, na realidade, o impeliram ao suicídio.
E fica com a horrorosa impressão, o pavoroso conhecimento talvez a descrevesse melhor, de que terá de voltar e cumprir o resto da pena.
É bem possível que o suicida seja indivíduo de baixo calibre espiritual, que talvez careça de fortaleza íntima para voltar à Terra e que pensa como seria bom permanecer no mundo astral, e que ninguém poderá fazer coisa alguma a esse respeito. Mas ele está errado porque há uma lei dispondo que o suicida tem que voltar à Terra. E se não voltar de boa mente, será compelido a tanto.
Se resolver voltar, é informado numa reunião com conselheiros especiais sobre quantos dias ou anos lhe restam ainda para cumprir a "sentença" na Terra. Terá que cumpri-la toda e, igualmente, todo tempo decorrido desde que cometeu suicídio antes da volta. Talvez tenha levado um ano para endireitá-lo e levá-lo a decidir que tem que voltar mesmo. Um ano, portanto, é acrescentado à vida na Terra.
São identificadas as condições da sua volta. E encontrará basicamente os mesmos tipos de condições que o levaram antes a acabar com a vida. Na ocasião apropriada, é posto a dormir e acorda no ato de nascer.
Se relutar e nenhuma medida tomar para voltar, os conselheiros decidem por ele no que toca às condições apropriadas ao seu caso. Se não vai por espontânea vontade, as condições são um pouco mais rigorosas. Mais uma vez, na ocasião decidida, é posto a dormir sem ter qualquer opção no caso e, ao acordar, está de volta.
Acontece, muitas vezes, que um bebé que nasce e morre talvez uni mês ou dois depois é a reencarnação de pessoa que cometeu suicídio, de preferência, talvez, a enfrentar dois ou três meses de sofrimento de um câncer incurável e inoperável. O doente talvez tenha-se suicidado dois, três ou talvez seis meses ou um ano antes de morrer naturalmente. Mas ainda assim terá de voltar e cumprir a pena que tentou ladear.
Pensa-se muitas vezes que a dor e o sofrimento são inúteis. Pensa-se ocasionalmente que seria uma boa coisa liquidar um ser humano incurável, mas as pessoas que propõem tais medidas sabem realmente o que o sofredor tenta aprender? O próprio sofrimento, a própria natureza da doença, talvez tenha sido algo que ele desejou aprender.

Pessoas me escrevem com muita frequência e perguntam: "Oh, Dr. Rampa, por que tem o senhor que sofrer tanto assim, um homem com os seus conhecimentos? Por que não se cura e vive para sempre?" Isto, naturalmente, é tolice. Quem quer viver para sempre? E como podem saber o que tento fazer as pessoas que me escrevem nesses termos? Não sabem, e isto é tudo. Se uma pessoa investigar certo assunto, tem frequentemente de suportar um volume considerável de dificuldades para realizar devidamente o trabalho. As pessoas que vão levar ajuda e sustento aos leprosos, por exemplo, não sabem o que o doente sente ou pensa. Talvez auxiliem o físico do leproso, mas eles não são leprosos. O mesmo ocorre com a tuberculose, o câncer, ou mesmo com uma unha encravada. Até que a pessoa sinta realmente a doença ou o estado, não está, em absoluto, qualificada para discuti-los. Sempre me diverte que padres católicos, que nunca se casaram e que, presumivelmente, nunca tiveram filhos, nunca se tornaram pais, isto é, salvo no sentido espiritual, ousem aconselhar mulheres sobre ter filhos ou não. Claro que muitos desses padres católicos saem de férias e aprendem uma porção de coisas sobre mulheres. Nós presenciamos esses casos em Montreal.
É absolutamente erróneo, por conseguinte, cometer suicídio. Vocês apenas adiarão o dia de libertarem-se legitimamente da Terra, terão de voltar como o presidiário recapturado, não prejudicam ninguém, salvo a vocês mesmos, e é em vocês que vocês pensam, não? Isto é uma das coisas que precisam ser igualmente superadas.
A pessoa comum, nem muito boa nem muito má, passará no mundo astral um período variável. Não é verdade que todos passem ali seiscentos, mil ou dois mil anos. Tudo depende das condições no caso de cada indivíduo. Há um tempo médio, mas há também o homem e a mulher médios comuns e o tempo médio é apenas... bem, um número.
São muitas as tarefas a cumprir no mundo astral. Certas pessoas ajudam os noviços, agem como guias. Mas estes "guias" nada têm a ver com sessões espíritas ou com velhas senhoras que pensam ter um guia pele-vermelha, mandarim chinês ou lama tibetano. O que essas senhoras têm habitualmente é uma dose excessiva de imaginação. Na verdade, se fossem feitas as contas e listadas as pessoas que alegam ter um guia índio ou tibetano, simplesmente não haveria o suficiente destes últimos.
E, de qualquer modo, as pessoas do Outro Lado têm trabalhos a fazer e, entre estes, não se incluem movimentar xícaras para que alguma velha biruta faça a leitura da sorte nem tampouco falar através de uma cometa de estanho ou empurrar de um lado para outro um pedaço de pano. Todas essas manifestações, absolutamente inúteis, claro, são provocadas pela energia nervosa de parte do operador, habitualmente um histérico. As pessoas do Outro Lado têm muito a fazer cuidando dos próprios negócios para ainda encontrar tempo de descer à Terra, mexer em quartos escuros ou enviar um hálito pelo pescoço de pessoas que estão ali em busca de uma deliciosa sensação. Os únicos do Outro Lado que comparecem às sessões espíritas são os Espíritos da Natureza de um tipo inferior, chamados Elementais. Vão ali apenas para se divertir um pouco, para verificar que um bando de tolos são os humanos em acreditar em tudo que lhes dizem. Não se deixe cair por isso, meu querido leitor, porque é pura bobagem.
O mesmo se aplica aos tabuleiros adivinhatórios. Arranja-se um desses tabuleiros, brinca-se com ele e algum elemental, que vive sempre andando de um lado para outro como macacos traquinas, vê o que está sendo feito e influencia, sem dúvida alguma, a leitura. Talvez você pense que não há perigo nisso, mas tampouco há bem algum e, indubitavelmente, grande mal é feito nessas leituras se o elemental faz com que a mensagem pareça altamente plausível. Mas ela é algo extraído do subconsciente da vítima. A vida inteira da pessoa pode ser prejudicada pela fé nos tabuleiros adivinhatórios.
Outra grande fonte de informações erróneas surge quando o tabuleiro é movido pelo pensamento colectivo de pessoas reunidas a sua volta. Amiúde, é impelido por pensamentos que se deseja transformar em realidade e, mais uma vez, transmitirá uma mensagem que poderá ser muito danosa, por enganadora. A orientação mais segura é a seguinte: nada queira com os tabuleiros nem com as sessões espíritas. Lembre-se de que veio à Terra deliberadamente, sem saber a natureza exacta de sua visita, e, se tentar descobrir demais sem motivo muito excepcional, você se assemelhará ao estudante que consegue surripiar uma cópia das perguntas que lhe serão feitas pela banca examinadora. Trata-se de ato desonesto que não o ajudará em coisa alguma.
Um dos trabalhos no mundo astral é a recepção dos que chegam durante as horas de sono. Pessoas chegam a todo instante porque quando é dia numa parte do mundo é noite na outra e, portanto, não cessa a torrente de pessoas que vêm ao astral durante o sono. São como crianças que voltam da escola. Da mesma forma que elas gostam de ser cumprimentadas pelos pais ou amigos, o mesmo ocorre com esses viajantes nocturnos.
O trânsito tem que ser dirigido, eles precisam ser postos em contacto com os que querem encontrar, e não são poucos os que desejam informações e conselhos durante o que, na Terra, é noite. Querem saber como estão indo e o que devem fazer na manhã seguinte. Esse trabalho consome muito tempo de muitas pessoas.
Há também outras entidades no astral que não reencarnarão novamente na Terra. Estão subindo para um plano ainda mais alto de existência. No momento apropriado, "morrerão" pacífica e indolormente no mundo astral. De fato, apenas desaparecerão de lá e aparecerão num plano mais alto.
Há um número sempre maior de pessoas vindo à Terra, nascendo na Terra, e muitas pessoas se perguntam por que deve ser assim. A resposta é que a Terra é apenas um grão de poeira entre bilhões de grãos iguais. Quando me perguntam por que a população cresce, respondo-lhes a verdade, que é que pessoas chegam de planos mais nebulosos de existência. Talvez a pessoa venha de um mundo bidimensional e a Terra é a sua primeira experiência num tridimensional. Começa ela assim a roda da vida no mundo tridimensional que chamamos de Terra. E mais e mais pessoas chegam à medida que a Terra se transforma em escola cada vez mais dura de dificuldades. Saibam que esta é a finalidade da Terra, ensinar o que são dificuldades e como suportá-las. Ninguém vem à Terra para desfrutar um período muito agradável. Vem aprender para que a informação recolhida seja transmitida ao Eu Superior.
Após este mundo há o plano astral e, neste, na plenitude do tempo, o indivíduo nasce em diferentes planos de existência até que, por fim, a entidade plenamente evoluída funde-se com o Eu Superior. Assim cresce o Eu Superior.
Se, depois de ter evoluído muito, o Eu Superior chegar à conclusão de que há muito mais a aprender, novos "títeres: são postos em algum mundo e recomeça o processo de ciclos vitais. Cada vez que os títeres completam os ciclos, voltam purificados ao Eu Superior que, mais uma vez, cresce através deles.
Ao viver a pessoa no mundo astral, isto é, depois de ter "morrido" na Terra, a entidade em causa participa de toda a vida do mundo astral, e não é mais um visitante, como os que retornam enquanto o corpo dorme. Sendo membros aceitos do mundo astral, comportam-se como o fariam pessoas comuns na Terra, isto é, ao fim do dia astral, dormem. O corpo astral que, naturalmente, é muito sólido para quem vive nesse mundo, adormece e, mais uma vez, a psique deixa o corpo astral na ponta do Cordão de Prata e sobe para um plano mais alto . Ali aprende coisas que serão úteis no que poderíamos chamar de baixo astral quando o espírito retorna ao corpo. Não pensem que o mundo astral é o mais alto, que é o céu, porque não é. São muitos e diferentes os ciclos ou planos de existência.
Enquanto estamos no mundo que chamamos de "astral" podemos constituir família. Vivemos quase da mesma maneira que aqui embaixo, com a excepção de que não há malquerenças pelo motivo muito simples de que lá simplesmente não podemos encontrar pessoas com quem somos incompatíveis. Se você se casar no astral não terá uma esposa que o apoquente. Este ponto não é geralmente compreendido na Terra. No mundo astral não podemos encontrar os inimigos que tivemos na Terra e a família astral é tão sólida para você como as pessoas da Terra.
Os seres humanos não moram sozinhos no mundo astral.
Os animais sobem também até lá. Nunca, mas nunca mesmo, cometa o erro muito trágico de pensar que os humanos constituem a forma mais alta de existência. Não são. São apenas outra forma. Os humanos pensam de uma maneira, os animais de outra, mas há entidades que, comparadas connosco, estão tão acima de nós como nós dos vermes da Terra. E mesmo estas pessoas sabem que não constituem a forma final de evolução.
Esqueça, portanto, toda essa história de ser criatura superior e concentre-se no que tem a fazer, da melhor forma possível.
Os animais sobem ao astral e tão alto como merecem, exactamente como nos acontece. Uma das maiores dificuldades da religião cristã é pensar que a humanidade constitui a forma mais alta possível de evolução, pensar que todas as criaturas foram criadas para satisfação do homem, fato este que deu origem a celtas horríveis situações. O mundo animal e os Manus dos animais mostram-se incrivelmente tolerantes, pois sabem que os humanos foram desencaminhados pelos lideres religiosos, pelos padres que realmente reformaram o cristianismo para adquirirem suficiente poder.
Acreditem, pois, como fato autêntico, que nos mundos astrais não encontrarão cães covardes e gatos medrosos. Encontrarão, em vez disso, um companheiro, que é, em todos os sentidos, igual ao humano e que se pode comunicar sem dificuldade com ele através da telepatia.
Numerosas pessoas fazem perguntas sobre corpos. Os corpos parecerão um balão de gás, ou o quê? A resposta é não, o corpo parecerá tão sólido no astral como este pedaço de carne que sou eu, empurrado de um lado para outro sobre dois suportes ósseos. Se duas pessoas colidem no astral, levam um choque da mesma maneira que acontece aqui na Terra.
Há muito amor no plano astral, amor físico e espiritual, embora, claro, numa escala que a mente limitada a pensamentos terrenos não pode compreender enquanto se encontra no corpo atual. Não existe "frustração" no mundo astral porque o amor é totalmente satisfatório, em todos os momentos, para ambos os participantes.
Certas pessoas me escreveram pedindo uma descrição de Deus. Saibam que Deus não é o Director de uma grande Sociedade Anónima, não apenas um velho cavalheiro de longa barba que leva uma lanterna na ponta de uma vara. Deus é uma Grande Força, que compreenderemos e entenderemos quando deixarmos o corpo terreno e penetrarmos no mundo astral. Actualmente, estamos num mundo tridimensional, na Terra, e a maioria das pessoas não poderia compreender, digamos, a descrição de um objecto de nove dimensões.
Cada mundo está a cargo de um Manu. Poder-se-ia assemelhá-lo a um dos Deuses do Olimpo, tão exaustivamente descrito nas lendas gregas. Ou, se quiserem urna descrição mais moderna, pensem no Manu como o Gerente-Geral da filial de uma grande firma. Sob o Gerente-Geral da filial - porque este mundo é, afinal de contas, apenas uma filial - temos os gerentes departamentais, que, por seu lado, poderiam ser intitulados de Manus dos diferentes continentes ou países. Esses subgerentes são responsáveis, digamos, pela administração dos Estados Unidos, Alemanha, ou Argentina, e assim por diante.
(...)

Os Guerreiros da Luz
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Karma e Encarnação
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Atitude Mental Positiva
Como usar a Biblia para nossa defesa?
Epitáfio a uma besta.

 

AUTOR Lobsang Rampa
A vida de Lobsang Rampa

A Vida depois da morte...
Porque é que você está cá!

 

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