Perguntas e Respostas às Duvidas Espirituais
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Karma e Encarnação

A palavra Karma , proviém do Sânscrito, já faz parte do nosso vocabulário e significa "destino" ou "castigo" oualgo de negativo que tem que ser saldado e ao qual não podemos escapar. Aquilo que para nós, portugueses, chamamos "fado", que quer dizer destino, é a nossa palavra para Karma.

A melhor explicação para Karma é a seguinte: lei da causa e efeito.
É aquilo que fazemos, pensamos ou dizemos e que tem repercussões na nossa vida e na dos outros. Por outras palavras, aquilo que semeamos é aquilo que recolhemos. O próprio Cristo afirmou que "quem semeia ventos colhe tempestades".
Tenha cuidado até com os seus pensamentos, afinal o que pensa é o que atrai,

Se as nossas acções estiverem de acordo com as leis divinas do amor ao próximo, do ajudar sem esperar, recolheremos consequências positivas.
Se, pelo contrário, prejudicarmos o próximo, se nos perdermos em fuilidades durante a vida que Deus nos dá, recolheremos concerteza consequências negativas. Quando se diz que "Deus castiga" esta afirmação é próxima da verdade porque na verdade somos nós através das nossas acções que produzimos os nossos castigos, agora, e ontem no véu das encarnações anteriores. O nosso querido Pai celestial é o amor. Deus não nos castiga, somos nós que produzimos os nossos castigos.

E acresce a nossa irresponsabilidade ao descartarmos as nossas culpas culpando Deus, mas que em verdade, só estamos a auto produzir mais castigo de retorno.
O fado/karma destina-se a que superemos as provações aprendendo, desvalorizando e perdoando e seguindo em frente purificando e ao mesmo tempo, vamo-nos melhorando em direcção ao Bem Supremo, para que este se instale nas nossas vidas.

Quanto mais pusermos obstáculos ao cumprimento do nosso destino - manifestarmos nas nossas vidas o poder de Deus tal como Cristo Jesus o fez e outros grandes Mestres da humanidade - mais problemas e sofrimento desnecessário iremos gerar para o nosso futuro caminho. Quanto mais buscarmos a vontade de Deus e nos harmonizarmos com Ele mais felizes nos sentiremos e ascenderemos mais rapidamente até ao «Reino dos Céus».

Com o acumular de experiências, chegaremos a seu tempo à perfeição humana e, assim sendo, teremos a possibilidade de deixarmos de reencarnar e ascenderemos para outro estágio de evolução onde se encontram para uns os Mestres Ascensos, para outros os "Deuses" e outras hostes celestiais. Alguns depois de lá estarem decidem voltar a reencarnar com a missão de serem instrutores da Humanidade, pelo amor aos irmãos que estão mais atrasados na sua evolução. Não teremos, portanto, qualquer dívida karmica a ser saldada, mas decidiremos assumir este corpo limitado e denso para guiarmos com o nosso exemplo mais filhos até ao Pai Clestial, Deus!

Os cépticos e aqueles que interpretam de forma redutora a Bíblia ou que aceitam a doutrina tradicional cristã da existência de apenas uma vida finda a qual o indivíduo é colocado face a um destino de eterno gozo ou eterna danação, encontram motivos para por em causa uma crença que domina no Oriente e que no Ocidente tem adeptos em cerca de um terço da população. Chegam ao ponto de classificá-la como doutrina de demónios sem se darem ao trabalho de fazer uma investigação ao livro que eles próprios veneram.

Eis algumas dessas perguntas:

- Jesus pediu aos Seus discípulos: "Sede perfeitos como o Pai do céu é perfeito." Como alcançar esta perfeição numa única vida? Mesmo aqueles que reconhecemos como santos, manifestaram algum tipo de imperfeição. Como alguma vez este mandamento pode ser cumprido?

- Como explicar, face à bondade e perfeição de Deus, casos de pessoas que nascem com deficiências ou em condições sócio-económicas desfavoráveis face a outras que nascem em berços de ouro? Gostará Deus de criar diferenças entre os Seus filhos? Quando um deficiente mental morre, vai para o Inferno por nunca ter conenhido ou aceite Jesus Cristo, ou vai para o Céu, sem nunca ter feito nada de bom que lhe permitisse tal vantagem e honra?

- Qual o destino das crianças que morrem prematuramente? O Céu ou o pressuposto Inferno? Que fizeram elas para pressupostamente merecerem qualquer um destes presumiveis destinos supostamente eternos e teoricamente irreversíveis?

Se as respostas que por aí são dadas a estas questões parecem descabidas, então é porque você no fundo está a sentir que são aparentes verdades criadas pelos Homens fazendo-se de Deus fabricando respostas no seu curto entendimento.

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AUTOR Lobsang Rampa
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